Lyou.
Estava a cerca de meia hora com esta página de adicionador de publicação de texto aberta e não conseguia escrever nada. um aperto enorme tenho dentro de mim e só me consigo lembrar de ti. Revirei a minha cabeça toda e não encontro nenhuma explicação para tentar desfazer todas as lembranças e todo o sentimento. Um dia destes disse a mim mesma que depois da primeira nunca mais iria deixar que nada ocupasse o meu coração e que nada se enfiasse dentro de mim e conseguisse comandar todo o meu espírito. mas o problema foi mesmo esse, dizer “nunca mais”. minha mãe sempre me ensinou ” nunca digas ” nunca ” ” e olha tramei-me a grande. ela sempre tinha razão naquilo que dizia, afinal de contas ela é mãe e mãe tem sempre razão naquilo que diz. vês, tanto disse que nunca mais e aparece um alminha perdida na minha vida como se nada fosse. no inicio não me envolvi, admito, tentei ignorar a pessoa que tu eras e pensar que isto era só uma brincadeira, mais uma aventura da minha vidinha de adolescente. mas enganei-me completamente. andava a tapar o olhos a um sentimento que começou a crescer. comecei a dar tudo e no final desiludi tudo o que tinha. guardei magoa, senti raiva e perdi-me nos braços de outro qualquer. tentei fugir e, de novo, ignorar o tal sentimento que pensava não existir. fiz o maior esforço e para que? para voltar tudo de novo a ser como era, voltas-te! o primeiro objectivo que tinha em mente era apenas vingar-me de ti e nada mais. não iria suportar ver-te a ter-me de novo num simples estalar de dedos. e assim fiz, gozei contigo, dei-te esperanças e depois ignorava todas os teus objectivos para um futuro a dois. e para que? pergunto-me vezes sem conta para que é que isso me serviu? eu sabia que no meio de todos esses erros eu amava-te, tal e qual ou até mais que o primeiro amor. agora sou apenas eu que fico quieta, choro todas as noites, penso a toda a hora enquanto tu te ris e tens o dia animado. cometi erros que nunca irei me perdoar a mim mesma, erros que são segredos, pois tudo isto não te passa pela cabeça. sim, estraguei um futuro, mas nunca um grande sentimento que se chama AMOR!
